quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

No Natal, ofereça saúde...


Olá novamente seguidores do diário de bordo das nossas aventuras!

Lamento o tempo de ausência desde o último comunicado aqui postado, mas nem sempre o tempo permite que façamos com ele aquilo de que mais gostamos.

Hoje, tendo em conta a quadra natalícia que nos vai abraçando devagarinho cada vez com mais força, achei pertinente realçar a importância de sabermos dar aos outros aquilo de que eles precisam. Nesta época, talvez mais que em qualquer outra, apela-se a torto e a direito à bondade dos povos. É agora que pululam por essas ruas benfeitores de alma destapada a pedir a ajuda de todos em prol daqueles que mais precisam dela. Mas, debaixo deste tecto de crise que agora nos tira as vistas do céu, a tarefa parece estar a ser dificultada. Tanto mais que muitos dos próprios bondosos contribuintes já não têm como assumir esse papel. E estas dificuldades acrescidas devido aos tempos que correm não estão só a repercutir-se nas doações natalícias, mas nos próprios cuidados de saúde das famílias. Não, não me refiro às taxas moderadoras aumentadas, que essas são todo um outro assunto de discussão (possivelmente muito acesa), mas a como as famílias se coíbem de procurar os cuidados que os seus membros necessitam, mesmo quando estes são comprovados e por demais evidentes.

Com a falta de respostas a nível público, não há outra solução senão perscrutar o mercado privado em busca daquilo que se pretende. E no que toca aos cuidados de saúde, esta prática é muito comum. Tanto que foi por esse motivo que o CAPTA se revelou um bem necessário à sua comunidade com falta de acompanhamento (atempado ou total) por outras vias. E assim fomos crescendo ao longo destes anos, respondendo às necessidades da comunidade como pilar atento das suas dores por tratar. E agora nos vemos também envolvidos por essa crise papona que não só nos leva o sustento, como as famílias que fazem do CAPTA aquilo que ele é.
E não estaremos nós de barriga cheia, a queixar-nos apenas porque já não podemos ir passar férias a Bora-Bora? perguntarão vocês. Para os mais desatentos, a nossa postura fala por nós: já não podemos como nunca antes pudemos dar-nos a esses luxos. Já não fazemos como mesmo antes não fizemos. A crise toca a todos e também à nossa instituição, que apesar dessa malfadada crise, não aumentou os preços tabelados. Fizemos cortes e ginásticas noutras áreas para manter o serviço de excelência que prestamos à comunidade e ao nível da capacidade desta.

O que com isto se pretende é que, neste Natal, repensem as vossas prioridades assim como nós pensámos nas nossas no momento em que foi preciso fazer cortes orçamentais. Não querendo dificultar o acesso a cuidados da comunidade, não aumentámos os preços. Por isso, exigindo a crise essas medidas, definam com acuidade aquilo que deve ser retirado do bolo das despesas: se o acompanhamento psicológico ou terapêutico de que o seu filho precisa ou a PSP que ele lhe tem andado a pedir. Ou mesmo a SportTV que o seu marido vê uma vez por mês…

A saúde não tem preço e estes cuidados, ao contrário do que se pensa, são tão importantes para um bom desenvolvimento e sucesso futuro como qualquer apendicectomia. Por isso este Natal, pense em si e no seu filho e ofereça um futuro melhor :) 

sábado, 3 de dezembro de 2011

Nós somos equipa e vocês?


Olá Captianos!

Hoje gostava de vos relembrar da necessidade, mais que benefício, de um bom trabalho em equipa. 

Genericamente todos somos levados a acreditar que “duas cabeças pensam melhor que uma”. E aumentando o número de cabeças, assim cresce exponencialmente a quantidade e qualidade dos pensamentos e das acções que a isso se devem seguir. No entanto, a aplicabilidade prática deste saber de senso comum, já mais que comprovado cientificamente, nem sempre corresponde a essa utópica teoria. Muitas equipas só existem “no papel”, não havendo uma verdadeira partilha e articulação de saberes.
E o que leva a esta ocorrência, quando se trata de um prejuízo, perguntarão vocês. São vários e variados os motivos. Sobretudo quando avaliamos a problemática à luz da natureza humana e das suas nuances. Contudo, não deve ser sobre esse ponto que nos devemos debruçar, mas sim sobre o que há a fazer no sentido de mudar este acontecimento. Porque pelos nossos pacientes, pelas pessoas que põem todas as suas esperanças nas nossas mãos, há que partir em busca de novas respostas e soluções. Passando estas por um trabalho em conjunto que coordene conhecimentos e práticas de várias valências, tanto melhores serão os resultados quanto melhor for o funcionamento desta equipa. E claro que o epicentro desta questão deve sempre ser a pessoa e nunca o seu problema.

Por este motivo, há a necessidade de ter uma equipa de confiança em quem possamos depositar as esperanças de um melhor bem-estar para aquelas pessoas que as depositam em nós. E por isso alerto para a necessidade que há em criar estes círculos no local de trabalho. Eles não são um encosto, mas uma rampa de lançamento mais apetrechada que permitirá lançar as pessoas que nos procuram muito mais além. E para mais vos alerto que no meu e vosso CAPTA, a concepção não poderia ser outra. Somos uma equipa que vive para ensinar a viver quem nos procura e nunca para a simples sobrevivência J