Olá Captianos!
Genericamente todos somos
levados a acreditar que “duas cabeças pensam melhor que uma”. E aumentando o
número de cabeças, assim cresce exponencialmente a quantidade e qualidade dos
pensamentos e das acções que a isso se devem seguir. No entanto, a
aplicabilidade prática deste saber de senso comum, já mais que comprovado
cientificamente, nem sempre corresponde a essa utópica teoria. Muitas equipas
só existem “no papel”, não havendo uma verdadeira partilha e articulação de
saberes.
E o que leva a esta ocorrência, quando se
trata de um prejuízo, perguntarão vocês. São vários e variados os motivos.
Sobretudo quando avaliamos a problemática à luz da natureza humana e das suas
nuances. Contudo, não deve ser sobre esse ponto que nos devemos debruçar, mas
sim sobre o que há a fazer no sentido de mudar este acontecimento. Porque pelos
nossos pacientes, pelas pessoas que põem todas as suas esperanças nas nossas
mãos, há que partir em busca de novas respostas e soluções. Passando estas por
um trabalho em conjunto que coordene conhecimentos e práticas de várias
valências, tanto melhores serão os resultados quanto melhor for o funcionamento
desta equipa. E claro que o epicentro desta questão deve sempre ser a pessoa e
nunca o seu problema.
Por este motivo, há a necessidade de ter uma
equipa de confiança em quem possamos depositar as esperanças de um melhor
bem-estar para aquelas pessoas que as depositam em nós. E por isso alerto para
a necessidade que há em criar estes círculos no local de trabalho. Eles não são
um encosto, mas uma rampa de lançamento mais apetrechada que permitirá lançar
as pessoas que nos procuram muito mais além. E para mais vos alerto que no meu
e vosso CAPTA, a concepção não poderia ser outra. Somos uma equipa que vive
para ensinar a viver quem nos procura e nunca para a simples sobrevivência J

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